terça-feira, 20 de setembro de 2011

14 versos

Minha Catirina não vá, ainda é cedo
Estou aqui, não tenha medo
Se eu te jurei toda a eternidade
Nos encontraremos cedo ou tarde

Mas se teus olhos fecharam agora
Vem e fecha os meus, acho que também chegou minha hora
Mas antes, farei a incelença para arrancar teus pecados
Mesmo sabendo que muitos foram feitos ao meu lado

Desculpe meu anjo, foram 14 versos e eu passei da conta
Mas sei que você vai entender
No mais ficam os beijos meus
Para sempre Mateus de Catirina
...e Catirina de Mateus



[Poema escrito em meados de 2006]

domingo, 12 de dezembro de 2010

A entrada é popular, entra quem quer

Há uma fenda para o infinito
De tamanho irregular
Frequentada eternamente
Com entrada popular...

domingo, 4 de julho de 2010

Poetisando visões

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Perguntaram se existia um sindicato de poestas lunáticos
Daqueles que conversavam com Deuses
Daqueles que transcreviam diálogos místicos
Entoados em vários pontos da terra

Gritos eram transmitidos em forma de pensamento
Chamando a atenção para um tentar desapercebido
Intrínseco, límpido, claro, ávido.

Figuras metódicas eram formadas ao vento
Com as palavras não ditas, servindo como alento
Visões visionárias, repetição de forma propositada
Ilumindando o desconhecido tempo.
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sábado, 19 de junho de 2010

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Flores que voam
Também brotam pra dentro da terra um dia

Renascem para outros olhos
Na volta de tudo o que não fez ou faria
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Antes da leitura nossa de cada dia.

Sente-se, disse o imaginário leitor.

O pedido é feito.
Eis o momento de um diálogo com o papel.
Sim. Diálogo, e não monodiálogo.

Há uma certa reciprocidade em cada linha terminada.
"Eis-me aqui" sussuram as palavras.
Então faz-se necessário um entedimento, um imperceptível lapso de conexão pós-criação.

O Criatura indagando o Criador.

-É isso mesmo que gostaria de passar? Pergunta o "eu lírico" do autor, intrometendo-se e tornando esta conversa à três.

Enquanto isso o leitor, paciente leitor, diga-se de passagem, aguarda o produto final após este confrontamento de ideias.

E quando ele surge, é tão homogênio que dá a impressão que fora feito de maneira horizontalmente continuada, como um longo suspiro.

Então o poeta, o seu "eu lírico" e as futuras linhas escritas caminham para um descanso, até o próximo encontro, tranquilo ou inquieto, que não tardará a acontecer.

sábado, 8 de maio de 2010

No aguardo da esperança

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São passos calejados do tentar

Aromas prediletos que lembram cada instante
Cada hora, cada ponto
Que imagina o viajante imaginante

Mais um sol contra pra lutar
Veja mais um sol pra lutar
Dentro do calendário de todos os sois a contar

Conta um por um com a pele ressacada
Conta dois por dois de lembranças entusiásticas
Conta três por três de um possível sorriso que surgiu
Meio que disfarçado mas surgiu
Meio que temeroso mas surgiu
De esperança
Na espenrança
Com a esperança de conhecer o desconhecido.
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08maio10 - 19:49h
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Curvas tão curvas...

Uma profecia pré-anunciada
Com um envoltório de curvas estrondosas e milimetricamente invisíveis.

Estáticas e não ácidas.
Curvas brilhantes durante o apogeu diário.
Raro, mas não caro.

E ao fim da luz celeste
Quando a terra dá as costas pro Sol
Curvas quase debotadas voam...
Voam em velocidade ímpar.
À procura de um descanso lunar

Pra que ao acordar
A profecia realizada ontem
Seja reescrita hoje
Em cada curva do tempo, em meio ao firmamento.