segunda-feira, 31 de maio de 2010

Antes da leitura nossa de cada dia.

Sente-se, disse o imaginário leitor.

O pedido é feito.
Eis o momento de um diálogo com o papel.
Sim. Diálogo, e não monodiálogo.

Há uma certa reciprocidade em cada linha terminada.
"Eis-me aqui" sussuram as palavras.
Então faz-se necessário um entedimento, um imperceptível lapso de conexão pós-criação.

O Criatura indagando o Criador.

-É isso mesmo que gostaria de passar? Pergunta o "eu lírico" do autor, intrometendo-se e tornando esta conversa à três.

Enquanto isso o leitor, paciente leitor, diga-se de passagem, aguarda o produto final após este confrontamento de ideias.

E quando ele surge, é tão homogênio que dá a impressão que fora feito de maneira horizontalmente continuada, como um longo suspiro.

Então o poeta, o seu "eu lírico" e as futuras linhas escritas caminham para um descanso, até o próximo encontro, tranquilo ou inquieto, que não tardará a acontecer.

sábado, 8 de maio de 2010

No aguardo da esperança

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São passos calejados do tentar

Aromas prediletos que lembram cada instante
Cada hora, cada ponto
Que imagina o viajante imaginante

Mais um sol contra pra lutar
Veja mais um sol pra lutar
Dentro do calendário de todos os sois a contar

Conta um por um com a pele ressacada
Conta dois por dois de lembranças entusiásticas
Conta três por três de um possível sorriso que surgiu
Meio que disfarçado mas surgiu
Meio que temeroso mas surgiu
De esperança
Na espenrança
Com a esperança de conhecer o desconhecido.
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08maio10 - 19:49h
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